As nossas colonialices

As nossas colonialices

Foi há 40 anos que Moçambique se tornou um país independente, governado tendo em conta os seus próprios interesses e para o seu próprio povo.

No entanto, a herança colonial até hoje está bastante presente.

A auto-imagem que temos é na verdade um reflexo do que nos foi ensinado sobre nós mesmos durante os anos de ocupação europeia no território Africano.

 

É comum entre nós, especialmente para as pessoas mais velhas que viveram o período colonial, reforçarem alguns mitos sobre os africanos: os africanos são preguiçosos; os africanos não têm tanta capacidade intelectual como os europeus; os africanos servem apenas para trabalho braçal; etc.

Por outro lado, também existe um discurso de saudosismo ao tempo colonial, que glorifica os horrores e opressões por que passavam todos os dias as populações africanas durante esse período.

E acima de tudo, herdamos muito da forma de estar, de ser e fazer do colono.

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A luta pela descolonização continua. Fonte: Público

Embora exista a União Africana, os blocos regionais e aqueles definidos pela língua são os que têm mais peso. Ainda nos definimos como lusófonos (os que falam Português); francófonos (os que falam Francês) e Anglófonos (os que falam inglês), e deixamos de lado as nossas restantes línguas, que representam a maioria da população e provavelmente os elos mais fortes que nos ligam.

A recente crise nos Camarões centra-se sobretudo na fricção entre camaronenses “francófocos” e camaronenses “anglófonos”, o que evidencia até que ponto essas identidades forjadas até hoje se fazem sentir.

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A crise dos Camarões prende-se com identidade. Fonte: Crisis Group

A verdade é que as próprias fronteiras não existiam e por isso, juntaram-se nações, repartiram-se outras para formar os países que hoje conhecemos.

Os poderes coloniais impuseram desta forma as suas línguas, costumes e culturas nos povos africanos. Desse processo houve mudanças sociais políticas e económicas que alteraram para sempre o destino dessas nações.

Portanto os conflitos étnicos/ tribais surgem como resultado dessas disputas: espaço legitimidade; recursos; etc.

Um outro exemplo marcante do colonialismo europeu é a réplica do funcionamento das insituições do Estado, até nas suas vestes.

Nos países outrora ocupados pela Grã-Bretanha, por exemplo, as formas de tratamento nos tribunais, o funcionamento dos mesmos e até mesmo o vestuário dos Juízes parecem ter saído do séc. XIX.

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Membros do Poder Judiciário no Malawi, Nigéria e Ghana, entre outros países africanos ainda usam o traje tradicional britânico. Fonte: The Independent UK

Uma das marcas mais fortes do colonialismo europeu em Moçambique é a institucionalização das “boas maneiras” e da “decência” especialmente na Função Pública, que é claramente herança do puritanismo católico.

As instituições públicas, na altura em que Moçambique estava ocupado pelos Portugueses, eram reservadas apenas aos europeus ou a alguns negros – os assimilados, que tinham alguns privilégios uma vez que eram “civilizados”.

Até hoje nas repartições públicas não se pode ir de calções, chinelos, blusas de alças ou saias acima do joelho. Estas medidas também são reforçadas em Escolas e até mesmo Universidades.

foto hospitalRecentemente uma imagem tornou-se viral por se tratar do aviso de um hospital. O aviso restringia o vestuário permitido aos utentes, o que é um absurdo, tendo em conta que se trata de um hospital.

Isto é novamente a reprodução do discurso do colono. O cidadão comum, pobre, camponês, tem desta forma o acesso vedado a estes serviços pois não tem roupas para entrar na Esquadra ou no Hospital, nem tão pouco para tratar o seu Bilhete de Identidade. Aliás, nem o rei da Swazi, com as suas roupas tradicionais seria admitido no Hospital!

Este falso moralismo sente-se um pouco por todo o lado. Estas noções de decência e civilização ultrapassadas são usadas até hoje nas nossas sociedades.

 

Ainda hoje nos inspiramos na legislação, educação, etc das potências europeias para edificar os nossos países “independentes”.

E como resultado, continuamos a reproduzir mecanismos de exclusão e a atrasar o nosso desenvolvimento.

Por que precisamos de falar de Leopoldo II?

Por que precisamos de falar de Leopoldo II?

Leopold_ii_garter_knightFoi a 19 de Setembro de 1903 que o rei Leopoldo II da Bélgica negou as acusações de brutalidade no Estado Livre do Congo e avisou os restantes países europeus para não interferirem no seu projecto.

Aquando da Conferência de Berlim, em 1884/85, o rei fez questão de segurar “o coração de África”. Este era um projecto pessoal e não da coroa belga, como se de um animal de estimação se tratasse.

Com 2 344 milhões de km2, a área do Estado Livre do Congo era 76 vezes maior que a Bélgica. Na altura os estimados 30 milhões de habitantes da região passaram a responder ao rei Leopoldo II, sem nunca sequer ter ouvido falar dele, como aconteceu com grandes nações africanas.

Sem uma constituição nem supervisão internacional, o rei conseguiu domínio sobre o território. Conseguiu fazê-lo por um lado através de jogos de poder, aproveitando os egos frágeis dos outros monarcas europeus. E por outro, usando o discurso paternalista e missionário, afirmando que o Congo era na verdade um Protectorado seu, que vivia sobre a ameaça de invasão árabe.

Na verdade o Congo era domínio seu, pessoal, rico em matéria prima valiosa como borracha e marfim, entre outros recursos naturais, que lhe permitiram acumular bastante riqueza e alimentar os seus vícios fartos.

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Por mais de 20 anos o rei Leopoldo causou danos anos no Congo que ecoam até hoje. Fonte: The Espresso Stalinist

Para cada região quem não cumprisse com as exigências do rei era penalizado severamente. As mãos e em algumas circunstâncias os pés dos filhos e mulheres dos homens que não conseguiam atingir as ambiciosas metas de extracção de borracha era cortados.

Este era o castigo mais comuns no Estado Livre do Congo, de tal forma que, as mãos passaram a ser usados como verdadeira moeda. Nas vilas em que a meta não era alcançada, os seus habitantes sacrificavam as mãos das famílias que menos contribuíam.

Guerras e assaltos a vilas vizinhas passaram a ser comuns, fosse para roubar a matéria prima, ou cortar os membros dos seus habitantes para pagar o prejuízo.

Sobre o domínio do rei Leopoldo II, estima-se que o Congo tenha tido a sua população reduzida à metade. Isto deveu-se sobretudo devido a guerras múltiplas; fome; redução da taxa de natalidade e epidemias.

A administração imperialista do rei belga criou mudanças drásticas na forma de viver do povo nativo, trazendo novas doenças; forçando movimentos migratórios; alterando a demografia das vilas e claro, deixando rastos de trauma.

Isto para não mencionar, claro, as situações precárias e brutais a que eram subjugadas as populações. Estas eram obrigadas a vender, a um preço fixo, aquilo que conseguiam e trabalhavam nas minas em tempo integral, como escravos, não recebendo nada por isso.

Adicionalmente eram também obrigados a fornecer comida aos seus colonos e eram proibidos de vender qualquer produto.

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O terror e violência eram usados para dominar os habitantes do Congo. Fonte: NY Times

John Harris de Baringa, um missionário em visita ao Congo ficou tão chocado pelo que viu que escreveu uma carta ao Comissário Residente:

“I have just returned from a journey inland to the village of Insongo Mboyo. The abject misery and utter abandon is positively indescribable. I was so moved, Your Excellency, by the people’s stories that I took the liberty of promising them that in future you will only kill them for crimes they commit./ Acabo de regressar de uma viagem pelo interior do país para a vila Insongo Mboyo. A miséria e o abandono total são indiscritíveis. Fiquei tão comovido pelas histórias do povo, Sua Excelência, que tomei a liberdade de promoter-lhes que no futuro haverá mortes somente por crimes que eles cometerem.”

No início do séc. XX, face à pressão externa, o rei Leopoldo II vendeu o Estado Livre do Congo à Bélgica e queimou grande parte do acervo histórico referente ao seu Protectorado.

Nem mesmo no Museu de África, construído pelo rei na Bélgica tem vestígios dos massacres e atrocidades cometidos no Estado Livre do Congo. Ainda prevalece o discurso condescendente dos tempos de glória do colonialismo europeu.

E a República Democrática do Congo, berço de Patrice Lumumba, continua assombrada pelos fantasmas daqueles que sofreram nas mãos do rei belga e tal como outros genocídios em África, este permanece ausente dos livros de História.

 

Monsieur Macron, vamos lá falar!

Monsieur Macron, vamos lá falar!

O Presidente francês fez alguns comentários recentemente sobre o estado actual de África que despontaram grandes debates.

Durante a cimeira dos G20, quando um jornalista da Costa do Marfim perguntou sobre a possibilidade da implementação de um programa em África como o Plano Marshall (Europa) , o Emmanuel Macron afirmou que os problemas enfrentados actualmente pelo continente africano são completamente diferentes, pois são civilizacionais e mais tarde ainda refere-se ao facto de as mulheres terem 7 a 8 filhos como um factor central para o sub-desenvolvimento do continente.

Bem, primeiramente, a taxa de fecundidade a nível do continente é de 4,45 filhos por mulher segundo dados da ONU de 2009. O único país Africano perto do número referido por Macron é o Níger, em que cada mulher tem em média 7,6 filhos.

Depois, vários foram os estudiosos que confirmaram que não é o sobre-povoamento que causa pobreza, mas sim a pobreza que causa sobre-povoamento. Ou seja, sociedades com níveis de literacia baixos e pouco acesso a serviços de saúde de qualidade estão mais predispostas a fazer muitos filhos. Pelo contrário, se esses “muitos filhos” conseguirem viver num ambiente mais propício ao seu desenvolvimento, provavelmente farão menos filhos.

Para além disso, a ideia em como recai na mulher todo o peso do desenvolvimento de um país inteiro é não só machista, como distrai-nos de questionar o papel de políticas imperialistas e neo-colonislistas em vigor nos países africanos.

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Macron não é diferente dos restantes líderes ocidentais. Fonte: This is Africa

Macron, ainda nessa resposta fala no combate à corrupção e em melhor governação.

Nos últimos 50 anos África assistiu a mais de 26 golpes de Estado (ou quase isso) sendo que 16 destes aconteceram em países que tinham sido colónias francesas.

Adicionalmente, até hoje 14 países africanos “francófonos” pagam €440 bilhões anualmente para a França. Estes países devem pagar 85% das suas reservas em moeda estrangeira ao Banco Central Francês.

Ou seja, a política externa da França no que toca aos países africanos mostra que ainda é baseada numa visão colonialista, em que os países “francófonos” são uma extensão do seu território na Europa.

O papel da França no genocídio de Ruanda, no assassinato de Thomas Sankara e mais recentemente na morte de Gaddafi, ainda que por esclarecer, mostra como a França tem agido tendo em conta os seus próprios interesses e não o crescimento e desenvolvimento do continente africano.

Isto evidencia o papel da França no sub-desenvolvimento de África e de África no desenvolvimento da França.

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Por que são tão importantes as ex-colónias africanas para a França? Fonte: Mail & Guardian

A instalibilidade do continente é em grande parte resultado da interferência ocidental em África.

Tudo o que foi dito por Macron – ou grande parte – é verdade, mas não é o problema, não é a doença. São apenas sintomas: Estados descredibilizados; conflitos armados constantes; fraco controle da natalidade; etc.

Estas verdades são a parte material, a parte visível. Mesmo se esses sintomas não estivessem lá teríamos outros, e precisaríamos de ajuda à mesma.

Foi o Ocidente que instalou estes regimes corruptos para melhor manipularem os povos e servirem os seus interesses e depois vêm aqui falar em corrupção e boa governação. Isto para não mencionar as medidas racistas anti-imigração que implementam na Europa para impedir-nos de fugir à Pobreza e miséria.

É muita hipocrisia – ou ignorância – Macron sentar-se no topo da montanha de dinheiro arrancada aos países africanos, com o seu vinho francês e falar de África como um fardo que ele carrega.

Macron não vê os países africanos como parceiros de negócios, mas sim como bebés ricos que precisam de ajuda a gerir os recursos.

Quando a França começar a falar em reparações pelos danos humanos e materiais que causou com a sua ocupação no continente africano; quando a França parar de deixar africanos morrerem no Mediterrâneo em busca de uma vida melhor; quando a França devolver o dinheiro de África que tem nos seus cofres, bem como arte nos seus museus, aí sim vamos falar em “civilização“.

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O problema com o “complexo de salvador branco” em África. Fonte: Ventures Africa

Contudo, a maior decepção acho que foi mesmo para quem aplaudiu e se jubilou com a sua eleição.

Afinal de contas, Emmanuel Macron criou esta imagem carismática, com os seus olhos claros e sorriso fácil. Quebrando protocolo de vez em quando, para lembrar ao público da sua humanidade e sejamos francos, com o oponentes que ele tinha, seria difícil se não tivéssemos caído no seu jogo de sedução.

Mas a verdade é que ele é apenas tão liberal como outro presidente ocidental branco qualquer. Ele provavelmente só não diz as coisas racistas e xenófobas que o Trump diz para não ferir susceptibilidades, mas ri-se das piadas no seu íntimo e agradece por haver alguém que diga essas coisas em voz alta.

Macron não é diferente dos nossos amigos estrangeiros, brancos, imigrantes (ou talvez diria expatriados)  vindos do Ocidente que adoram África e contam histórias fantásticas de todos os países africanos que visitaram e do trabalho que as ONGs para quem trabalham/ trabalharam faz e até lêem Chimamanda Adichie ou Chinua Achebe porque “literatura africana é fascinante”.

Mas esses nossos amigos vivem nos melhores bairros das nossas cidades; recebem muito acima da média e têm regalias que lhes permitem viver de forma luxuosa, mesmo no meio de tanta Pobreza e sendo a ‘voz dos desfavorecidos’.

Ao jantar com amigos falam das decepções de viver num país em que nada funciona e em que não se pode confiar sequer na polícia, e levam as empregadas fardadas aos restaurantes enquanto discutem os direitos das mulheres.

Macron se encaixaria perfeitamente nessas conversas e provavelmente falaria da crise da caça furtiva e da pena que é ir aos safaris e não ver elefantes. Falaria também do quão gosta da comida local e da hospitalidade onde quer que vá, mas jamais faria a relação entre isso e a cor da sua pele.

Enfim, Emmanuel Macron, aquele amigo europeu branco que contribuiu 1 dólar para uma ONG qualquer, daquelas com fotos de crianças mal nutridas nas assinaturas dos emails para limpar a sua alma da culpa que o seu capitalismo e condescendência lhe trazem.

 

Os Bons & Velhos Tempos

Como a História que nos ensinam deturpa a realidade dos tempos que se foram.

No nosso imaginário a “vida na quinta de escravos” ou a “vida na colónia” era cheia de alegrias e tempo livre para correr, brincar, namorar. Lá as senhoras brancas confidenciavam nas suas amas de leite, que depois de apaixonavam pelos seus patrões brancos e desse amor proibido nasciam filhos mestiços.

As crianças, tanto brancas como negras, eram livres para correr, brincar e comer. Podiam ir à praia ou comer os frutos silvestres que caíam das árvores.

Ah! Como eram bonitos, os bons e velhos tempos!

Esse saudosismo barato que glorifica as atrocidades cometidas pelos países colonizadores e sociedades esclavagistas é muito comum e começa cedo.

Durante a infância, as crianças são ensinadas a fazer uma interpretação romântica da Escravatura e do Colonialismo.

Os livros escolares trivializam as questões de violação de direitos humanos. Adicionalmente, não fazem uma leitura fidedigna da natureza das relações de poder e das violências levadas a cabo pelos países colonizadores.

Assim, as crianças crescem sem uma visão fiel da História e perpetuam os ideais imperialistas e racistas que até hoje regem o mundo.

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Os Portugueses sabem pouco do seu Passado Colonial. Fonte: Diário de Notícias

Na África do Sul recentemente a deputada Helen Zille do principal partido da oposição (Aliança Democrática) elogiou o legado do Colonialismo.

Segundo ela, foi graças ao sistema colonial que a África do Sul conseguiu ter grandes infraestruturas (hospitais; rede de transportes; etc). Mas, para quem eram tais infraestruturas? Quantas pessoas tiveram de morrer para construir tudo isso?  E até hoje, quem tem acesso a tais infraestruturas?

E sobretudo, é importante referir que tais construções tiveram um preço muito alto, demasiado alto. Apenas em 1994 a África do Sul se libertou das correntes do Apartheid, que deixaram a população negra sul-africana estruturalmente desfavorecida.

É a população negra que ocupa os cargos mais precário, que faz o trabalho mais pesado; que vive nas zonas mais vulneráveis tanto para a sua saúde como para a sua segurança e obviamente, é a população negra quem tem menos acesso a Educação Superior.

Taxativamente falando, é esse o legado do Colonialismo.

A imagem e fotografia que se dá ao Colonialismo sempre é aquela dos tempos de glória, em que as cidades andavam limpas e os restaurantes eram bem frequentados (leia-se aqui, na altura em que os pretos não podiam lá estar).

É esta mesma imagem que vemos recriada em hotéis, restaurantes, revistas, filmes, etc.

Essas imagens reforçam a ideia de “exótico” e “étnico” que se usam frequentemente para descrever as populações negras. São retratos que reflectem a saudade e vontade de reviver tempos que na verdade foram sombrios e de muita dor para quem foi oprimido durante séculos.

Essas reconfigurações da memória colonial não só a deturpam, como a validam. O mito vira facto.

Para além disso, reflectem também  como na nossa sociedade o racismo e o colonialismo é visto como algo ultrapassado. É impensável haver um café, num hotel, com nome de “Café Nazi”, como existe em Lisboa o “Café Colonial“.

No entanto, o Colonialismo foi também um sistema de domínio que definia uma determinada raça como superior à outra; um sistema que limitava as liberdades das raças tido como inferiores; um sistema que perseguia, torturava e matava aqueles que se opunham ao poder. Tal como o Nazismo, o Colonialismo foi perverso, violento, nocivo.

Embora com objectivos distintos, ambos sistemas deixaram marcas que se fazem sentir até hoje.

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Designer paquistanesa Aamma Aqeel foi criticada pela coleção “Be My Slave” (Seja meu escravo): Fonte: Clutch Magazine

Mas a nostalgia colonial está também presente nos países hoje independentes.

Por exemplo, até recentemente havia uma discoteca chamada “Sanzala” na Baixa de Maputo. Isto evidencia a insensibilidade com que se trata a escravatura no país e a falta de conhecimento do horror e violência a que as pessoas escravizadas eram submetidas.

No Brasil também são comuns as referências à escravatura. No ano passado uma quinta que fazia encenação da vida dos escravizados (incluindo torturas) foi denunciada e obrigada a encerrar o “entretenimento”.

 

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No Brasil é pertinente explorar melhor a Lei Áurea. Fonte: Brasil Escola

É importante contar a História tal ela aconteceu. Houve exploração, violação, dominação dos povos africanos. Houve desmando e abuso.

O Colonialismo e a Escravatura foram processos dolorosos que não só dizimaram pessoas, mas também culturas. As nações foram roubadas e impedidas de se desenvolverem, de usar os seus nomes e as suas línguas.

Cabe-nos a nós reconhecer e falar das atrocidades cometidas com a devida seriedade sem crises de consciência.