Era só uma música

Era só uma música, mas não parava de tocar, e quando tocava não parava de lembrar, e quando me lembrava não parava de doer.
Não parava de doer o que poderia ser, o que poderia ter sido, o que agora nunca mais vou esquecer. Não parava de doer o que poderia ter feito, o que ficou por fazer e o que jamais vai acontecer.
Era só uma música, mas não parava de tocar, e quando tocava não parava de lembrar, e quando me lembrava não parava de sentir.
Não parava de sentir o que eu nem sequer sabia, eu muitas vezes não entendia, o que de repente eu reparei um dia. Não parava de sentir que havia muito mais esperança que impossibilidades, que havia mais sorrisos que infelicidades… Que há mais Futuro que saudades.
Era só uma música que não parava de tocar, e quando tocava não parava de lembrar, e quando lembrava não parava de doer, nem parava de sentir… Mas eu não parava de a ouvir.

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